Filtrar


Questões por página:
Em sua obra Ética prática, Peter Singer rejeita a concepção clássica da racionalidade intrínseca da ação ética benevolente, problematizando teses levantadas, por exemplo, por Thomas Nagel, quem busca justificar a necessidade racional da ação altruísta. Mas Peter Singer preserva um papel para a razão na ética, entendendo: “a racionalidade, num sentido amplo, o qual inclui a consciência de si mesmo e a reflexão sobre a natureza e a finalidade da nossa própria existência”. (2018. Adaptado).

Segundo Peter Singer, a racionalidade
Volnei Garrafa enfatiza que: “A rapidez dos avanços científicos e tecnológicos exigiu que as diversas áreas de conhecimento envolvidas com os fenômenos relacionados ao nascimento, vida e morte das pessoas se adequassem à nova realidade. A filosofia, por exemplo, viu-se repentinamente obrigada a caminhar com agilidade compatível à evolução dos conceitos e das descobertas e com as consequentes mudanças que passaram a se verificar no cotidiano das pessoas e coletividades” (2005. Adaptado).

Segundo Volnei Garrafa, a situação descrita no excerto implicou que
Peter Singer, no livro Ética prática, explicita que: “A argumentação contra a utilização de animais para a alimentação ganha especial relevância quando os animais são submetidos a condições de vida miseráveis para os seres humanos disporem da sua carne ao mais baixo custo possível. As modernas formas de criação intensiva aplicam a ciência e a tecnologia em prol da atitude segundo a qual os animais são objetos para o nosso uso” (2018. Adaptado).

Para Peter Singer, o argumento apresentado no excerto
Embora recebam críticas, os investigadores estadunidenses vêm trabalhando a bioética a partir exclusivamente dos quatro princípios tradicionais: autonomia, beneficência, não maleficência e justiça. A teoria principialista tomou como fundamento esses quatro princípios básicos, os quais seriam uma espécie de “mantra”, um instrumento acessível e prático para análise dos conflitos surgidos no campo bioético. Como esse contexto foi produzido a partir da visão anglo-saxônica do mundo, o tema da autonomia foi maximizado hierarquicamente com relação aos outros três, tornando-se uma espécie de superprincípio.

(Garrafa, 2005. Adaptado)

Segundo o autor, a prioridade atribuída ao princípio bioético da autonomia é contestável porque
Os pressupostos racistas partilhados pela maioria dos Europeus na virada do século XIX ao XX são hoje totalmente inaceitáveis, pelo menos na vida pública. Um poeta não poderia hoje escrever sobre: “raças inferiores à margem da lei” e manter – e até aumentar – a sua reputação, como fez Rudyard Kipling em poema de 1897 que celebrava os 60 anos no trono britânico da Rainha Vitória. Não quer isto dizer que os racistas tenham desaparecido, mas apenas que têm de disfarçar o seu racismo se quiserem que a sua política e as suas ideias tenham alguma possibilidade de aceitação. O princípio de que todos os seres humanos são iguais faz parte da ortodoxia política e ética dominante.

(Singer, 2018. Adaptado)

Segundo Peter Singer, o princípio da igualdade supõe que