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A avaliação da aprendizagem de alunos surdos deve considerar a Libras (Língua Brasileira de Sinais) como língua de instrução e o Português como segunda língua.

I. As avaliações escritas em Língua Portuguesa para alunos surdos devem ter seus enunciados traduzidos para a Libras pelo intérprete ou professor bilíngue, garantindo que o aluno seja avaliado pelo conteúdo e não apenas pela competência na L2.
II. O aluno surdo deve ser dispensado de qualquer avaliação formal, sendo aprovado automaticamente com base na frequência e na socialização, devido às barreiras linguísticas insuperáveis.
III. Na correção de textos escritos em Português (L2) produzidos por surdos, o professor deve valorizar o conteúdo e a coerência argumentativa, considerando as características de interlíngua e não penalizando erros que decorrem da estrutura da Libras.
IV. A avaliação deve ser única e idêntica para surdos e ouvintes, sem adaptações de tempo ou formato, para garantir a isonomia e o mérito acadêmico conforme a legislação vigente.

Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S): 
 A educação bilíngue para surdos pressupõe o reconhecimento da Libras (Língua Brasileira de Sinais) como primeira língua (L1) e da Língua Portuguesa como segunda língua (L2).

I. No modelo bilíngue, a Libras deve ser a língua de instrução para o ensino de todos os conteúdos curriculares, garantindo o acesso ao conhecimento através de uma língua visual-espacial acessível ao surdo.
II. O ensino da Língua Portuguesa para surdos, na modalidade escrita, deve seguir as mesmas metodologias fônicas aplicadas aos ouvintes, visto que a escrita é uma representação direta da oralidade.
III. O bilinguismo de transição é o modelo ideal defendido pelos movimentos surdos, onde o aluno inicia na Libras e, gradativamente, abandona essa língua para utilizar exclusivamente o Português.
IV. A presença do professor bilíngue ou do tradutor e intérprete de Libras é fundamental para mediar a comunicação e o acesso aos conteúdos, respeitando a singularidade linguística dos estudantes surdos.

Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S):
 A semântica estuda a construção de sentido nos enunciados. Na Libras (Língua Brasileira de Sinais), a relação entre forma e significado pode ser icônica ou arbitrária, e os sinais podem apresentar polissemia ou estabelecer relações de metáfora. Considerando os aspectos semânticos da Libras, assinale a alternativa CORRETA sobre a iconicidade.
A sintaxe da Libras (Língua Brasileira de Sinais) analisa a ordem dos constituintes na frase e os mecanismos gramaticais que estabelecem as relações sintáticas. Diferente do Português, a Libras possui uma estrutura espacial e flexível, embora obedeça a regras específicas, como a topicalização.

I. Embora SVO (Sujeito-Verbo-Objeto) seja frequentemente tratada como a "ordem base" na literatura generativista, a Libras é considerada uma língua flexível. Outras ordens como OSV (Objeto-Sujeito-Verbo) são comuns, especialmente em casos de topicalização.
II. A topicalização é um mecanismo sintático irrelevante na Libras, pois a língua exige uma ordem rígida dos constituintes, impedindo que o objeto ou o adjunto adverbial sejam deslocados para o início da sentença para fins de ênfase.
III. Na sintaxe da Libras, a ausência de preposições e artigos é compensada pelo uso do espaço, da direção do olhar e da concordância verbal, que marcam as relações gramaticais que, em línguas orais, seriam marcadas por conectivos.
IV. A estrutura SOV (Sujeito-Objeto-Verbo) é uma organização sintática onde a frase segue a ordem: quem realiza a ação (sujeito), o alvo da ação (objeto) e, por fim, o verbo.

Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S):
É sabido que a Libras utiliza o espaço de sinalização de forma gramatical para estabelecer referentes e relações entre elementos da frase. Desse modo, é verdadeira a seguinte afirmativa acerca de suas propriedades morfossintáticas: