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Em 1855, Araújo Porto Alegre (1806-79), baseado no ideário romântico, pretendeu revigorar a educação elitista que vinha tendo lugar na Academia Imperial das Belas-Artes através do contato com o povo.


(Barbosa, A. M. Ensino do desenho e da arte no Brasil,2018/2019)


Segundo Barbosa, essa reforma pretendia conjugar no mesmo estabelecimento escolar dois grupos de alunos, frequentando as mesmas disciplinas básicas. Tais grupos eram

No contexto da arte indígena contemporânea, que exalta a ancestralidade e se posiciona como uma forma de resistência política e social, surge uma intersecção entre expressões artísticas e lutas por reconhecimento e direitos. Essa prática artística se torna-se uma arma contra tentativas de apagamento histórico, contribuindo para reforçar a identidade e a resistência étnica dos povos originários. A arte, assim como a língua, as crenças e as narrativas míticas, funciona como um mecanismo ideológico que fortalece a etnicidade e, por conseguinte, a resistência à dissolução étnica. Surge, então, a surpresa na incorporação do elemento 'indígena' no conceito de arte contemporânea, evidenciando uma falta de reconhecimento por parte do sistema de arte ocidental. Na literatura especializada sobre arte contemporânea no Brasil, não há presença significativa de autores indígenas. Diante desse cenário, a produção artística indígena contemporânea se revela como uma narrativa vibrante que vai além da tradição, desafiando e expandindo a concepção ocidental de arte. Nesse contexto, assinale a alternativa que reflete a abordagem contemporânea da arte indígena.
Ao contextualizar a prática pedagógica da abordagem triangular ver/ler (a obra de arte), contextualizar e o fazer artístico, novas dimensões emergem, considerando a realidade e o percurso histórico do ensino da arte no Brasil. A abordagem triangular, nesse contexto, assume a forma de um zigue-zague em nossas práticas, desdobrando-se na dimensão/relação e no processo de ensino-aprendizagem sujeito/objeto. Nesse cenário, todas as pessoas envolvidas tornam-se protagonistas e mediadas para um pensamento crítico e libertário, revelando as epistemologias fundamentais do pensamento freiriano e os cruciais atravessamentos para o ensino da arte. Não se trata de um triângulo engessado, mas de um triângulo que se desmonta, assemelhando-se à obra "Bichos" (1960), de Lygia Clark, na qual a artista cria pequenas feras ou animais que, de alguma forma, assumem formas animadas ou vivas. Analogamente à escultura da artista, a abordagem triangular transfigura-se conforme as realidades em processo de aprendizado, visando à leitura, à produção, ao pensamento crítico, à reflexão sobre a arte e suas poéticas e territorialidades. Qual dos seguintes elementos NÃO caracteriza a abordagem triangular no contexto do ensino da arte?
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Na abordagem da BNCC, a tessitura das linguagens artísticas é concebida como um emaranhado de dimensões do conhecimento, entrelaçando-se de maneira indissociável e simultânea. Essas dimensões, que permeiam as esferas das artes visuais, da dança, da música e do teatro, assim como as experiências dos alunos nos diversos contextos sociais e culturais, não se configuram como eixos temáticos ou categorias rígidas, mas como linhas flexíveis que se interpenetram. Tal entrelaçamento constrói a peculiaridade da vivência artística na escola, desprovida de hierarquias ou ordens predeterminadas no campo pedagógico. As dimensões em questão – criação, crítica, estesia, expressão, fruição e reflexão – coexistem em um constante devir, contribuindo para a singularidade da construção do conhecimento artístico. Qual dos textos a seguir define corretamente a dimensão da estesia?
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Com a inserção da tecnologia na arte, emergiram diversas correntes de pensamento, e alguns estudiosos consideravam esse fenômeno de forma positiva, enquanto outros questionavam a presença da máquina no meio artístico, uma vez que esta desafiava as concepções tradicionais de arte. Um desses pensadores notáveis foi o autor que abordou a perspectiva da modernidade na arte em seu livro de 1936. Uma obra de arte, vista como um culto que evocava, de certo modo, aspectos religiosos, passou por questionamentos com o advento da fotografia e do filme, que são formas artísticas originadas da tecnologia. A interrogação sobre a consideração do digital como arte foi posta em discussão, implicando uma reavaliação do valor de culto presente na fotografia e nos filmes. Explorando as reflexões presentes no trabalho de 1936, que discute a modernidade na arte, questiona-se se o digital pode ser categorizado como arte. Nesse meio, o autor perde a interatividade com o público, passando a se dirigir a uma câmera. O autor ressalta que, no cinema, a realidade é completamente manipulada, enquanto no palco essa manipulação não é possível. A introdução da tecnologia resultou em um novo padrão de consumo artístico, associado por esse autor à industrialização e aos interesses econômicos, por exemplo, quando a realização de um filme tem o intuito de servir a propósitos políticos. Além disso, na era digital, a obra pode ser reproduzida e distribuída em diversas cópias pelo mundo, facilitando o acesso a ela. Outro aspecto crucial na discussão sobre a obra de arte é a aura e o culto. No contexto cinematográfico, a obra perde seu foco principal na história e nos autores, culminando na ausência de ênfase em detalhes fundamentais que poderiam ser facilmente percebidos em uma peça teatral. Na perspectiva desse autor, os meios de comunicação alteraram significativamente a concepção de arte, provocando um impacto substancial tanto no campo artístico quanto na sociedade. Qual autor, discutido no texto apresentado, expressa a perspectiva de que a integração da tecnologia na arte desafia a definição tradicional de arte, particularmente no contexto do digital?
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