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Em uma capacitação, apresenta-se o “ciclo de políticas públicas” — formação da agenda, formulação, implementação e avaliação — como esquema de organização do processo. Uma analista pondera que, embora o ciclo seja útil para ordenar a análise, autores da área, como Celina Souza e Ana Cláudia Capella, advertem que ele não deve ser tomado como descrição fiel da realidade, pois o processo concreto raramente é tão linear e sequencial. A ressalva da analista está correta porque o ciclo de políticas é melhor compreendido como um(a):

Leia o trecho a seguir.

Imagem associada para resolução da questão


Equipe da Célula de Sustentabilidade e Gestão Ambiental da Alece - Foto: Pedro Albuquerque / Alece


“A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) conquistou o Selo A3P 2024, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). […] O Selo A3P leva em consideração os seguintes eixos temáticos: uso racional dos recursos naturais e bens públicos, gestão de resíduos gerados, qualidade de vida no ambiente de trabalho, sensibilização e capacitação dos servidores, compras públicas sustentáveis e construções sustentáveis.”


Disponível em: https://www.al.ce.gov.br/index.php/noticias/50568-em-reconhecimento-pelas-praticas-sustentaveis-alece-ganha-o-selo-a3p. Acesso em: 3 jun.2026.



A Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) é um programa do Ministério do Meio Ambiente voltado à incorporação de critérios socioambientais à rotina dos órgãos dos três poderes. Em um parecer técnico que avalie a implementação dessas ações em um órgão legislativo, o foco da análise deve recair, principalmente, sobre:

Um diagnóstico organizacional constata que, diante de falhas, a resposta recorrente de um órgão é criar novas regras impessoais para cobrir cada exceção; estas, por sua vez, reduzem ainda mais a margem de iniciativa, geram novas falhas e demandam novas regras. Um analista interpreta esse padrão autoalimentado à luz de Michel Crozier. A leitura teoricamente adequada desse fenômeno é a de que:
Em um órgão público, observa-se que servidores passam a cumprir as normas de modo tão rígido e literal que o respeito ao procedimento se torna um fim em si mesmo, sobrepondo-se aos objetivos que as normas deveriam servir — a ponto de o atendimento ao cidadão ser prejudicado “porque o regulamento manda assim”. Um analista reconhece nesse quadro a disfunção que Robert Merton, ao revisar criticamente o tipo ideal weberiano, descreveu como deslocamento de metas (goal displacement), associada à noção de “incapacidade treinada” (trained incapacity), expressão que Merton retoma de Thorstein Veblen. O sentido teórico dessa crítica é o de que a burocracia:
Weber sustenta que a administração burocrática é tecnicamente superior a outras formas históricas de administração. Ao analisar, porém, o processo mais amplo de racionalização da vida moderna em A ética protestante e o espírito do capitalismo, ele adverte para seus custos humanos — imagem que, na tradução consagrada por Talcott Parsons da metáfora weberiana do stahlhartes Gehäuse, ficou conhecida como “jaula de ferro” (também vertida como “gaiola de aço”). Em um parecer sobre os limites da burocratização de um órgão público, o uso teoricamente correto dessa advertência weberiana consiste em reconhecer que a burocracia: