Filtrar


Questões por página:
A inteligência artificial (IA), enquanto promete eficiência e progresso, reproduz desigualdades históricas, precariza o trabalho e alimenta estratégias autoritárias. Longe de ser uma ferramenta neutra, estimula preconceitos, concentra poder e redefine o que significa democracia, trabalho e liberdade. Plataformas digitais, alimentadas por fake news e impulsionadas por bolhas ideológicas, escondem estratégias de manipulação que transformam dados em armas. Não apenas refletem divisões sociais, mas também as intensificam, criando ecossistemas em que o ódio se viraliza e a verdade se fragmenta. A máquina pode ser reinventada. O algoritmo, ressignificado. O poder, redistribuído. Mas isso dependerá da nossa capacidade coletiva de resistir, reimaginar e reconstruir.

Cristian Arão. IA entre fantasmas e monstros.Curitiba: Kotter,2025, p.13-17 (com adaptações).

Com base na leitura desse texto, assinale a opção correta.
Segundo o sociólogo peruano Aníbal Quijano e o filósofo argentino Enrique Dussel, o eurocentrismo é uma atitude colonial em relação ao conhecimento, que se articula de forma simultânea com o processo das relações centro-periferia e as hierarquias étnico-raciais. A superioridade atribuída ao conhecimento europeu em muitas áreas da vida foi um aspecto importante da colonialidade do poder no sistema-mundo. Os conhecimentos subalternos foram excluídos, omitidos, silenciados e ignorados. Desde o Iluminismo, no século XVIII, esse silenciamento foi legitimado com base na ideia de que tais conhecimentos representavam uma etapa mítica, inferior, pré-moderna e pré-científica do conhecimento humano. Somente o conhecimento gerado pela elite científica e filosófica da Europa era tido como “verdadeiro”, pois era capaz de se abstrair de seus condicionamentos espaço-temporais para se situar em uma plataforma neutra de observação.

Santiago Castro-Gómez e Ramón Grosfoguel. Prólogo. Giro decolonial, teoría crítica y pensamiento heterárquico. In: Santiago Castro-Gómez e Ramón Grosfoguel. El giro decolonial. Bogotá: Siglo del Hombre Editores,2007, p.20 (com adaptações).

Com base no texto precedente, assinale a opção correta.
Não poderíamos duvidar se nós não existíssemos; este é o primeiro conhecimento certo que se pode adquirir.

René Descartes. Princípios de filosofia. João Gama (Trad.). Lisboa: Edições 70,1997 [1644], p.30.

A partir desse fragmento da obra Princípios de filosofia, de René Descartes, assinale a opção correta acerca da filosofia cartesiana.
Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado, que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode constituir um indivíduo como um outro. Enquanto existe para si, a criança não pode apreender-se como sexualmente diferenciada. Se, muito antes da puberdade e, às vezes, até mesmo desde a primeira infância, a menina já se apresenta como sexualmente especificada, não é porque misteriosos instintos a destinem imediatamente à passividade, ao coquetismo, à maternidade: é porque a intervenção de outrem na vida da criança é quase original e desde seus primeiros anos sua vocação lhe é imperiosamente insuflada.

Simone de Beauvoir. O segundo sexo – II: A experiência vivida. Sérgio Milliet (Trad.). Rio de Janeiro: Nova fronteira,1967 [1949], p.9-10 (com adaptações).

Com base no trecho apresentado, é correto concluir que Simone de Beauvoir defende que
Captura_de tela 2026-03-12 113725.png (371×307)
René Magritte. A clarividência. Óleo sobre tela,65 × 54 cm,1936.

A tela A clarividência, do pintor belga René Magritte (1898-1967), já foi associada à distinção que o filósofo grego Aristóteles (c.384-322 a.C.) criou entre os conceitos de ato e potência. Acerca dessa associação, assinale a opção correta.