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Marilena Chauí, no livro Boas-vindas à Filosofia, ressalta que: “As indagações fundamentais da atitude filosófica e da reflexão filosófica não se realizam ao acaso, segundo preferências e opiniões de cada um de nós. A Filosofia não é um “eu acho que” ou um “eu gosto de”. Não é pesquisa de opinião à maneira dos meios de comunicação de massa. Não é pesquisa de mercado para conhecer preferências dos consumidores, a fim de montar uma propaganda”.

(Chauí, 2010)

Para Marilena Chauí, por conseguinte, as indagações filosóficas são realizadas
Analisando a obra filosófica de John Stuart Mill, Elizabeth Balbachevsky esclarece: “Com Mill, o liberalismo despe- -se de seu ranço conservador, defensor do voto censitário e da cidadania restrita, para incorporar em sua agenda todo um elenco de reformas que vão desde o voto universal até a emancipação da mulher. Na obra de Mill podemos acompanhar um esforço articulado e coerente para enquadrar e responder as demandas do movimento operário inglês”.

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

Dessa forma, como indicado no excerto, a obra de Stuart Mill expressa
No capítulo intitulado Rousseau: da servidão à liberdade, Milton Meira do Nascimento aponta que o ingresso de Jean-Jacques Rousseau: “na república das letras deu-se com a obtenção do prêmio concedido pela Academia de Dijon, na França, que havia proposto como tema para uma dissertação a pergunta ‘O restabelecimento das ciências e das artes teria contribuído para aprimorar os costumes?’ Ao responder negativamente a essa questão, Rousseau iria marcar uma posição bem diferente daquela do espírito da época. Afirma Rousseau que se nossas ciências são inúteis no objeto a que se propõem, são ainda mais perigosas pelos efeitos que produzem”.

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

Considerando a posição de Rousseau apresentada no excerto, teria sido ele contra os princípios do Iluminismo?
Em coletânea organizada por Francisco Weffort, intitulada Os clássicos da política, J. A. Guilhon Albuquerque esclarece que, para Montesquieu: “Tal como é possível estabelecer as leis que regem os corpos físicos a partir das relações entre massa e movimento, também as leis que regem os costumes e as instituições são relações que derivam da natureza das coisas. Mas aqui se trata de massa e movimento de outra ordem, a massa e o movimento próprios da política, que poderiam corresponder, se precisássemos levar adiante a metáfora, a quem exerce o poder e como ele é exercido.

(In: Weffort. 2006. Adaptado)

Ao estabelecer esse paralelo entre leis naturais e leis políticas, Montesquieu está dialogando com
No capítulo intitulado John Locke e o individualismo liberal, Leonel Itaussu Almeida Mello afirma:

“Para John Locke o estado de natureza era um estado de relativa paz, concórdia e harmonia. Nesse estado pacífico, os seres humanos já eram dotados de razão e desfrutavam da propriedade na acepção tradicional, em sentido estrito, significava especificamente a posse de bens móveis ou imóveis.”

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

John Locke também propôs uma acepção geral da noção de “propriedade” referindo-se