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A Bioética passou, desde os anos de 1970 até a atualidade, por várias etapas de desenvolvimento histórico. A última etapa, de ampliação conceitual, caracteriza-se após a homologação, em 10 de outubro de 2005, em Paris, da Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos da UNESCO, a qual, além de confirmar o caráter pluralista e multi-inter-transdisciplinar da bioética, amplia definitivamente sua agenda para além da temática biomédica-biotecnológica inicial.

(Garrafa, 2005. Adaptado)

A ampliação da temática tratada pela Bioética mencionada no excerto passou a incorporar
Na obra Ética prática, Peter Singer indica que: “Algumas pessoas pensam que a ética é inaplicável ao mundo real por a encararem como um sistema de regras curtas e simples do tipo “Não mintas”, “Não roubes” ou “Não mates”. Não admira que quem adopta esta visão da ética pense que esta não se adapta às complexidades da vida. Em situações invulgares, as regras simples entram em conflito; e, mesmo quando isso não acontece, seguir uma regra pode levar ao desastre” (2018. Adaptado).

Segundo Peter Singer, as limitações próprias da aplicação de regras éticas simples
Ao estudas questões relacionadas à argumentação filosófica, Juvenal Savian Filho alerta que é preciso considerar que: “nem todos os textos filosóficos contêm uma argumentação explícita. Alguns deles são propositalmente escritos na forma de aforismos, ou seja, de afirmações sucintas e diretas sobre o pensamento de um autor (2010. Adaptado).

Segundo Juvenal Savian Filho, para compreender adequadamente aforismos filosóficos, é necessário
Juvenal Savian Filho, no livro Argumentação: a ferramenta do filosofar, defende que: “Ao nos aproximarmos de um texto, devemos, antes de tudo, deixá-lo “falar”. Em outras palavras, isso quer dizer que, antes de o interpretarmos ou de darmos nossa opinião sobre ele, devemos lê-lo e entendê-lo segundo a maneira como seu autor o construiu” (2010).

Segundo Juvenal Savian Filho, no primeiro contato com uma obra filosófica, o leitor precisa
A atitude filosófica é uma atitude crítica. De modo geral, costuma-se julgar que a palavra “crítica” significa “ser do contra”, dizer que tudo vai mal, tudo está errado ou é feio ou é desagradável. “Crítica” parece significar mau humor e coisa de gente chata ou pretensiosa, que imagina saber mais e melhor que os outros.

(Chauí, 2010. Adaptado)

Marilena Chauí ressalta que a crítica filosófica se refere