Filtrar


Questões por página:
A equipe de um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) acompanha o caso de determinada adolescente em situação de violência doméstica. A jovem apresenta também evasão escolar e quadro depressivo em acompanhamento ambulatorial. Durante uma reunião entre os profissionais envolvidos no atendimento (assistente social, psicólogo, pedagogo e equipe da unidade de saúde), surgem divergências sobre as ações prioritárias a serem adotadas e sobre os limites das atribuições de cada profissional. Considerando os princípios do trabalho em rede e a perspectiva interdisciplinar no atendimento de situações complexas, assinale a alternativa que melhor orienta a condução do caso pela equipe. 
Durante uma conferência municipal de políticas públicas, representantes de organizações da sociedade civil reivindicaram maior participação nos processos de deliberação e monitoramento das políticas sociais. Uma das críticas levantadas foi a tendência de instrumentalização da sociedade civil pelo Estado, por meio de editais, convênios e restrições orçamentárias, o que comprometeria sua autonomia e capacidade crítica. Considerando a perspectiva crítica sobre o papel da sociedade civil nas democracias contemporâneas, assinale a alternativa que expressa com maior precisão essa problemática.
Durante uma reunião pedagógica em uma escola pública localizada em região periférica urbana, a equipe multiprofissional debateu a recorrente evasão escolar entre alunas adolescentes negras, moradoras da comunidade. A assistente social da escola, ao analisar e realizar visitas domiciliares, identificou múltiplos fatores: responsabilidade precoce com o cuidado de irmãos mais novos; ausência de equipamentos públicos no território; relatos de assédio no percurso até a escola; e baixa expectativa familiar em relação à continuidade dos estudos pelas meninas. A partir desse caso, a profissional propôs uma atuação articulada com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Conselho Tutelar, além de oficinas com famílias e professores para problematizar as desigualdades de gênero e raça presentes no cotidiano escolar e familiar. Com base nos fundamentos do serviço social e na análise crítica da questão social, trata-se da natureza da intervenção profissional realizada pela assistente social:
Durante uma reunião do Conselho Municipal de Assistência Social, foi pautada a necessidade de revisão do Plano Municipal de Assistência Social e o fortalecimento da articulação com outras políticas públicas. Alguns conselheiros manifestaram dúvidas quanto às competências do colegiado e ao seu papel diante do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Com base na organização do SUAS, assinale a alternativa que melhor representa a função e a natureza de instâncias como do Conselho Municipal de Assistência Social.
Durante um seminário de formação continuada, um grupo de assistentes sociais foi provocado a refletir sobre os desafios ético-políticos no enfrentamento das múltiplas opressões presentes nas políticas públicas. Dentre os temas discutidos estavam as relações de gênero, raça, etnia, sexualidade e diversidade. Uma das participantes sugeriu que tais dimensões deveriam ser tratadas como pautas identitárias separadas da questão social, enquanto outros profissionais defenderam a abordagem interseccional, baseada na crítica estrutural do capital. Com base no estudo crítico das relações entre questão social, gênero, etnia e diversidade no serviço social brasileiro, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A desigualdade de gênero, raça e etnia deve ser compreendida como uma expressão secundária da questão social, subordinada à dinâmica de classe, sendo tratada preferencialmente como pauta identitária, e não como questão estrutural.
( ) A articulação entre a questão social e os marcadores sociais da diferença, como gênero, raça e etnia, impõe ao serviço social a necessidade de adotar uma abordagem interseccional em suas práticas profissionais.
( ) A noção de diversidade, embora incorporada em políticas públicas recentes, muitas vezes é capturada por discursos liberais que despolitizam os processos de exclusão, desviando o foco da crítica à estrutura de exploração capitalista.
( ) O racismo estrutural e o patriarcado não são considerados elementos centrais da questão social, uma vez que não derivam diretamente da exploração do trabalho no capitalismo.
( ) A atuação profissional crítica exige do assistente social a compreensão de que a opressão de raça, etnia, gênero e sexualidade está imbricada à lógica da acumulação capitalista e não deve ser tratada de forma fragmentada nas políticas sociais.
A sequência está correta em