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O trabalho social com famílias, em sua abordagem contemporânea, reconhece a família como uma unidade complexa e multifacetada, cujas dinâmicas internas e relações com o contexto social são cruciais para a compreensão e intervenção. Portanto, a atuação profissional deve considerar as diversas configurações familiares e os papéis sociais que os membros desempenham, buscando fortalecer seus recursos e autonomia.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/1996, estabelece que a educação escolar, dever da família e do Estado, será inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tendo por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, diretrizes estas que devem ser observadas em todos os níveis e modalidades de ensino, desde a educação infantil até o ensino superior.
O estudo social, como instrumento técnico do Serviço Social, exige que o profissional se limite à coleta de dados objetivos sobre a situação familiar, sem aprofundar a análise das relações sociais, dos sentimentos e das percepções dos membros da família, garantindo assim a imparcialidade do processo.
A política de convivência escolar, no âmbito da rede estadual, deve ser implementada de forma isolada pelas equipes multiprofissionais, sem a necessidade de articulação com a comunidade escolar e os órgãos de proteção à criança e ao adolescente, uma vez que a responsabilidade primária pela disciplina e segurança nas escolas recai exclusivamente sobre os profissionais da educação.
A educação antirracista, ao promover a valorização da diversidade étnico-racial e o combate a todas as formas de discriminação, contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, sendo fundamental que as instituições de ensino incorporem em seus currículos e práticas pedagógicas o reconhecimento e a celebração das culturas afro-brasileira e indígena, conforme preconiza a legislação vigente.