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Quantos de nós podemos imaginar alguma população não europeia sem o pano de fundo de uma dominação global, que agora nos parece predeterminada? E como poderão o Haiti ou a escravidão ou o racismo ser mais do que meras notas descabidas no rodapé dessa ordem narrativa?
TROUILLOT, M.-R. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya,2016.

A Revolução do Haiti (1791-1804) é considerada a primeira rebelião vitoriosa de pessoas escravizadas nas Américas, culminando na emancipação do país e na extinção da escravidão. Sob a liderança de Toussaint Louverture, o movimento destacou-se pela atuação central dos africanos e afrodescendentes na formação de um Estado soberano. O historiador Michel-Rolph Trouillot investiga como as narrativas históricas eurocêntricas e coloniais frequentemente invisibilizam esse movimento, seus agentes e suas contribuições para a trajetória global. Em uma aula, o professor propôs um debate sobre a Revolução do Haiti. Com base no texto, ele solicitou aos estudantes uma reflexão sobre o teor das narrativas. Essa proposta didática objetivou
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Para problematizar o tema abordado pela charge e dialogar com a história da escravidão transatlântica moderna, uma proposta de intervenção para os Anos Finais do Ensino Fundamental deve
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Dentre as abordagens teóricas que podem ser aplicadas em sala de aula para promover interconexões entre história global, nacional e local, identifica-se a história
Ensinar História é ensinar o seu próprio método, e eu achava isso exagerado. Sempre pensei que essa frase era muito restritiva, mas, se a entendermos como o mínimo do ensino de História — ou seja, como a necessidade de aprender o método histórico e aplicá-lo na vida —, então faz sentido. Se eu me encontrasse em uma situação especial, de emergência ou urgência, e só pudesse escolher uma única coisa de História para ensinar aos alunos, eu não ensinaria a Independência do Brasil, o Descobrimento ou a Revolução Francesa. Em vez disso, ensinaria: como se faz História? Como os historiadores produzem história, e como podemos praticar isso? Essa é a grande contribuição da história para a cidadania — embora não seja a única. O essencial é trabalhar com o método, aprender a lidar com ele. Basicamente, o método histórico consiste em nos perguntarmos: isso que tenho aqui é real ou inventado? Quem disse isso? Quando foi dito? Por quê? Qual foi o motivo para que isso se tornasse um documento?

BONETE JR., W.; MANKE, L. S.; SZLACHTA JR., A. M. Ensino de história:
disputas de narrativas, negacionismos e consciência histórica.
Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História,
Memória & Cultura, n.32,2025 (adaptado).

Um professor de História, ao ministrar uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial, foi interpelado por alguns estudantes sobre uma informação de um perfil de uma rede social que nega os dados históricos acerca do holocausto judaico. Diante do negacionismo, dialogando com os desafios e dilemas do ensino e da pesquisa em História do tempo presente, apontados no texto, o professor precisa
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Com base na análise das fontes audiovisuais citadas, uma professora de História, do Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), solicitou aos estudantes que produzissem um podcast acerca da resistência vietnamita. A atividade teve como objetivo identificar o(a)