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O apartheid na África do Sul (1948-1994) estruturou-se como uma política de Estado voltada a manutenção e consolidação da supremacia branca. Mais do que simples segregação, o apartheid configurou-se como um projeto de engenharia social e territorial, que reorganizou espaços urbanos e rurais, relegando a população negra a "townships" (cidades-dormitório) e "bantoustans" (reservas étnicas), limitando seu acesso à propriedade de terras. Dessa forma, institui-se uma hierarquia social com base no fator racial na qual a minoria branca detinha o monopólio do poder político, econômico e simbólico.
Nesse sentido, o apartheid deve ser compreendido como:

A análise marxista da História enfatiza que as relações de produção são a base estrutural que condiciona superestruturas ideológicas, culturais, políticas e simbólicas, enquanto abordagens culturais – como a história das mentalidades – insistem que representações, crenças e práticas simbólicas possuem autonomia relativa e exercem efeito causal no processo histórico.


Acerca do materialismo histórico e das correntes culturais da História, está correto afirmar:

Um fator em comum que pode ser observado para a legitimação simbólica dos Estados nacionais modernos envolveu práticas de "invenção de tradições", produção de rituais oficiais e cultos cívicos que visavam moldar o sentido de pertencimento nacional para populações culturais heterogêneas.


Nesse processo simbólico e político, é correto afirmar:

As recentes abordagens historiográficas sobre os processos que levaram à Independência do Brasil, sobretudo no caso da guerra pela Independência na Bahia (1822 - 1823), além de questionarem a narrativa tradicional e centralizadora da Independência do Brasil, destacam multiplicidade de percepções acerca do processo emancipatório Brasileiro dentro de cada região do país.


Em diálogo com a história social e com estudos sobre cultura política, esse episódio passou a ser interpretado como um:

“Estudos a respeito das experiências das mulheres escravas têm apontado para o papel de resistência delas no interior das plantações. [...] Nas áreas rurais — nas quais a maior parte estava empregada nas plantações —, educavam seus filhos através da linguagem e da música, conservando elementos fundamentais de identidades construídas. A partir de tais elementos, ajudavam a reinventar tradições de protesto, muitas das quais africanas (GOMES,1995).”
Tendo em vista o trecho acima, é possível afirmar que a historiografia vem buscando reinterpretar a noção de “resistências escrava” no contexto da escravidão colonial brasileira como: